Saiba mais sobre a Síndrome Dolorosa Miofascial!

É uma das causas mais comuns de dor musculoesquelética, benigna e tratável. Pode ser originária de um único músculo ou de muitos deles. Apesar de serem extremamente comuns, poucos profissionais da área da saúde conseguem identificar as causas, realizar o diagnóstico e estabelecer o tratamento adequado. Com grande frequência os pacientes são tratados como bursites, entesites, tendinites, hérnias de disco, ciatalgia, cefaleia crônica, sem haver melhora significativa do quadro de dor e da qualidade de vida.

  • A dor é mal localizada, por vezes regional em músculos e articulações, levando a limitação do movimento, por vezes a dormência e formigamento.
  • A dor pode ocorrer em repouso e tende a piorar com o esforço físico.
  • A causa pode ser a sobrecarga muscular por movimentos repetitivos, condicionamento físico e/ou postura inadequada, trauma, distensão muscular, capsular ou ligamentar, estresse emocional, roupas apertadas, deficiência de algumas vitaminas (C, D3, complexo B) e exposição ao frio prolongada. Também pode estar relacionado a algumas doenças como diabetes, hipotiroidismo, proteinúria, depressão, anemia, artroses, doenças viscerais e distúrbios metabólicos.
  • O diagnóstico é clínico sem a necessidade de nenhum exame complementar.
  • O médico especializado após avaliar o histórico do paciente deve palpar a musculatura e identificar os pontos-gatilho (locais bem delimitados que apresentam um nódulo ou contração da musculatura, que quando estimulados causam dor em um local distante).

  • O tratamento da Síndrome Dolorosa Miofascial visa eliminar ou minimizar a dor causada pelos pontos-gatilho através da sua inativação (relaxamento), a reabilitação muscular (alongamento e fortalecimento) e a identificação e correção dos fatores desencadeantes como medida de prevenção.

  • O tratamento intervencionista vem complementar o tratamento com a realização de procedimentos para a inativação dos pontos-gatilhos através de agulhamento a seco, infiltração com lidocaína ou pulverizador tópico de ação congelante.
  • Além disso, podemos usar os meios físicos como o calor, massagem e a eletroterapia para o melhor controle da dor e a potencialização do relaxamento muscular.
  • A cinesioterapia com auxílio do fisioterapeuta ajuda no alongamento e fortalecimento e na prevenção de novos nódulos musculares.
  • O suporte psicológico ajuda no combate ao estresse, no melhor enfretamento da dor e das incapacidades geradas por ela.
  • O tratamento farmacológico pode incluir analgésicos, relaxantes musculares, anti-inflamatórios não hormonais, antidepressivos e anticonvulsivantes.
  • A prevenção inclui melhora da postura, alimentação saudável, sono reparador, peso ideal, gerenciamento de estresse, prática regular de atividade física e técnicas de autocontrole da dor.

Para maiores esclarecimentos, ou dúvidas consulte um médico especialista.

Dra. Mariana Cavazzoni Lima de Carvalho
Médica Fisiatra - CRM/SP:141077

 

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Dra. Mariana Cavazzoni Lima
Graduação em Medicina. Universidade Nove de Julho, São Paulo, Brasil Residência Médica em Medicina Física e Reabilitação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil. Princípios e Práticas de Pesquisa Clínica pela Escola Médica de Harvard Médica Fisiatra Assistente no Instituto de Medicina Física e Reabilitação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - IMREA HC FMUSP. Médica Fisiatra da Clínica de Reabilitação Corpore Sanu, São Paulo. Tesoureira da Sociedade Paulista de Medicina Física e Reabilitação- Gestão 2015-2016. Título de especialista em Medicina Física e Reabilitação pela Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação. Professora do Curso de Capacitação em Reabilitação de dor Incapacitante do Instituto de Medicina Física e Reabilitação da Faculdade de Medicina da USP Membro do Curso de Formação para Cuidadores da Pessoa com Deficiência Física e Visual do Instituto de Medicina Física e Reabilitação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo -Módulo Cuidados e Urgências. Preceptora da Residência Médica em Medicina Física e Reabilitação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2013-2014.